História

Movidos pelo idealismo, os grandes empreendedores Roberto Simonsen Filho, José Burlamaqui de Andrade e Othon Barcellos Correa fundaram, em 22 de outubro de 1943,  no Rio de Janeiro a Fábrica Nacional de Vagões S.A., conhecida como FNV, transferida para a cidade de Cruzeiro/SP em 1945.

MUDA O BRASIL, MUDA A FNV

Atenta às mudanças no cenário econômico brasileiro, em 1954, a FNV diversificou sua linha de produtos, iniciando uma participação no segmento rodoviário.

Já em 1956, a FNV  foi chamada a participar de um plano gigantesco: fabricar caminhões e automóveis nacionais. No segundo semestre de 1958 a FNV iniciou a fabricação de longarinas, seguindo a produção de rodas para caminhões e automóveis.

UM PERÍODO DE NOVAS CONQUISTAS

Um dos momentos mais importantes da história da FNV foi a instalação e início das operações da Fundição de Aço, em 1970. Naquela época, a FNV possuia duas prensas de 3.000 toneladas, consideradas as maiores da América Latina. Assim, uma das maiores prensas do mundo foi adquirida em 1972. Importada dos Estados Unidos, a prensa Clearing, com capacidade de 5.200 toneladas, foi destinada principalmente à fabricação de longarinas para caminhões pesados. Atualmente, a prensa Clearing é a maior do hemisfério Sul.

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FNV DE CARA NOVA

A década de 80 reafirmou a excelência da qualidade dos produtos FNV. Em função de possuir linhas de produção diversificadas, a Fábrica Nacional de Vagões passou a ser denominada FNV – Veículos e Equipamentos. O nome FNV foi mantido por ser uma marca internacionalmente conhecida.

TRILHANDO NOVOS CAMINHOS

Em 1990, o grupo Iochpe-Maxion assumiu o controle da empresa e conquistou a ISO 9000 na linha de rodas automotivas.

Em 1994, adquiriu uma linha de prensas médias para estampar travessas e longarinas de pick-ups e foi implantado o sistema E-coat para chassis e longarinas. Ainda neste ano, o próximo grande passo foi a fabricação de conjuntos montados (longarinas e travessas) para os veículos da linha S10 e Blazer, além das linhas de montagem dos chassis F1000, F4000 e caminhões Mercedes-Benz.

Com a dissolução da joint venture Autolatina, formada pela união das montadoras Ford e Volkswagen, em 1995 a Maxion Cruzeiro ingressa em um projeto pioneiro e inovador no método de fabricação de caminhões: o consórcio modular Volkswagen.

Em 1998, devido à crescente expansão de suas atividades, a Iochpe-Maxion decidiu dividir a empresa em duas unidades distintas: uma voltada para o setor ferroviário e fundição: a Maxion – Fundição e Equipamentos Ferroviários e outra, atuando no setor de Autopeças e Implementos Rodoviários, com a denominação de Maxion Componentes Estruturais. Essa divisão teve como objetivo aumentar o foco às ações de cada segmento. Começou aí uma nova fase marcada pela autonomia de decisões e a conquista de novos mercados.

Em 2000 a Maxion iniciou e implantou o Sistema de Gestão Ambiental (S.G.A.), com o objetivo de obter a certificação ISO 14001. Para ingressar em um novo nicho de mercado, em 2002 a Maxion Componentes Estruturais passou a produzir peças estampadas de pequeno porte, com espessura de chapa a partir de 1 mm e peso em torno de 300 g.

Oferecendo oportunidades a todos, em 2003 foi registrado o ingresso de mulheres na área fabril, na Prensaria Leve. Ainda neste ano, foi inaugurada a nova linha de pintura de acabamento TOP-Coat.

Em 2005, a empresa foi reconhecida pelos seus esforços nos âmbitos sociais e ambientais e recebeu o Prêmio de Melhor em Responsabilidade Social e Meio Ambiente da Revista Isto É Dinheiro. Além do prêmio, a Maxion Sistemas Automotivos – Divisão de Rodas e Chassis foi certificada pelo BVQI (Bureau Veritas Quality International) na OHSAS 18001.

O ano de 2006 registrou um novo marco na história da empresa: a construção de um novo galpão para uma linha de fabricação e montagem de longarinas “rollformadas” para atender clientes de baixo volume produtivo.

EXPANSÃO MUNDIAL

Com todo seu know-how em produção de componentes estruturais para veículos comerciais, em 2010 a Maxion iniciou seu novo projeto no Parque de Fornecedores da MAN Resende/RJ. Já em 2011, 50% da empresa Argentina Montich foi adquirida pelo grupo Iochpe-Maxion. No mesmo ano iniciou o projeto no Parque de Fornecedores da Mercedes Benz em Juiz de Fora/MG.

Já no ano seguinte em 2012, foi finalizada a aquisição da Inmagusa, fabricante mexicana de longarinas de aço para veículos comerciais. Com o desenvolvimento dos negócios e os segmentos de atuação, o grupo Iochpe-Maxion dividiu a empresa em duas unidades distintas: Maxion Structural Components e Maxion Wheels.

Em 2013, a Maxion comemorou seus 70 anos de atividades de suas empresas na cidade de Cruzeiro/SP.