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O projeto, que destaca a parceria inédita aliando empresas de diferentes setores, tem como foco o desenvolvimento de pesquisas e estudos em processos para o uso de fibra de carbono para aplicação em iniciativas de mobilidade urbana. Além da Maxion, Embraer e IPT, o projeto conta com a participação da startup Subiter, especializada em inspeções não destrutivas de compósitos por infravermelho.

Com início em agosto e duração de 24 meses, a parceria contará com um investimento total de aproximadamente R$ 2.5 milhões e proporcionará uma evolução tecnológica para todas as diferentes cadeias produtivas envolvidas, cujas competitividades aumentam quando há o domínio de produção de estruturas leves e que favorecem a produção em grande escala.

“Embora as aplicações de compósitos à base de fibra de carbono sejam abrangentes e  potencialmente úteis a muitas outras indústrias, hoje, estão concentradas no desenvolvimento e construção de estruturas aeronáuticas, artigos de defesa e peças automobilísticas, que sedimentam o conhecimento para que futuramente possam beneficiar outros seguimentos, como petróleo e gás, naval, saúde, lazer, infraestrutura, geração e transporte de energia elétrica e eólica.”, comenta Tanila Faria, Engenheira de Materiais Compósitos do Desenvolvimento Tecnológico da Embraer.

O projeto será coordenado pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), no Laboratório de Estruturas Leves (LEL), responsável pela execução da pesquisa, elaboração e fabricação dos modelos (computacional e real), além da gestão das atividades. A Embraer contribuirá com sua expertise em compósitos e design de produtos, e a Maxion Structural Components (MSC), com sua especialidade que é o desenvolvimento de processos produtivos de alta cadência para o setor de mobilidade.

“O desenvolvimento colaborativo já faz parte da nossa cultura de inovação. Com esse projeto vamos unir o profundo conhecimento da Embraer no uso de fibra de carbono com a nossa capacidade de produção rápida, desenvolvida em outros projetos com o IPT”, afirma Marco Tulio Ricci, Diretor Global de Inovação da MSC.

A parceria contará ainda com o fomento de pesquisa e desenvolvimento da EMBRAPII, principalmente, para gerar impactos na mobilidade como inserção de novas tecnologias de compósitos, que viabilizarão a redução de impactos ambientais, pois favorecem a produção de veículos elétricos e autônomos, além de melhorar processos de produção com novos materiais e métodos.